terça-feira, 16 de abril de 2013

SUSPENSA A SOLENIDADE DO PATRONO DA POLÍCIA MILITAR





Acredito que todos saibam, principalmente os policiais militares, que todo ano a corporação homenageia Tiradentes, patrono das Polícias Militares, no local onde ele foi enforcado, nas escadarias do Palácio que leva o nome do Protomártir da Independência.
Antes, era uma solenidade que registrava a importância que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deferia ao seu patrono. A corporação militar incorporava um belíssimo desfile.
Com o passar do tempo, aquilo que imaginávamos ser uma tradição teve a sua dimensão diminuída para um ato mais simplório. Se antes escolas com jovens, crianças e adolescentes eram trazidos, nos últimos anos a solenidade se restringiu praticamente à posição de coroas de flores em torno da estátua de Tiradentes, local onde ele foi sacrificado.
Tiradentes é a referência maior também da luta do povo brasileiro pela afirmação da sua independência. Aliás, depois de muitas humilhações a quem vem sendo submetida a Polícia Militar, a começar pela divulgação da demolição do seu Quartel-General, um prédio histórico, agora chega às minhas mãos o boletim da Polícia Militar, suspendendo a solenidade no próximo dia 21 de abril.
Não haverá mais solenidade. Poderia, nesse caso, o Comandante da Polícia Militar, dizer simplesmente que a homenagem não é mais necessária; que Tiradentes para ele nada mais representa em relação à corporação que ele comanda. Mas dizer que a suspensão da solenidade se dá por medida de economia, chega a ser de um ridículo que não tem tamanho. Não sei se pelo menos parte daquilo que dizem que está sendo transferido para os cofres da Polícia Militar com a venda de vários quartéis não poderia ser utilizada para a realização da homenagem.
De qualquer maneira,  existe uma expressão que diz: “Cada um dá o que tem”. Lamento profundamente que, sob o comando do Coronel Erir da Costa Filho, na Polícia Militar, Tiradentes vá ser mais uma vez sepultado, mais uma vez esquecido. É uma demonstração de desrespeito, de insensibilidade e de desprezo em relação a outros valores que devem ser cultuados na corporação.

Um comentário:

  1. Infelizmente, até por prezar muito o Cel. Erir e seu comando, me vejo obrigado a concordar com tudo dito pelo deputado. Há alguns anos a homenagem vem sendo esvaziada até ao ponto em que chegamos de sua não mais realização. Só quem via os rostos orgulhosos dos familiares dos PMs que desfilavam pode valorizar o que acontecia ali da forma adequada. Uma pena.

    ResponderExcluir