sábado, 21 de janeiro de 2012

CPI para investigar aplicação de recursos do sistema S

SITE: JORNAL DO BRASIL

Indícios de irregularidades no SESC-RJ reacendem debate sobre arrecadação obrigatória

Diante das denúncias de irregularidades no Serviço Social Comércio do Rio de Janeiro (Sesc-RJ), o deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) já está articulando uma Comissão Parlamentar de Inquérito com deputados federais e senadores para investigar o uso de recursos das entidades do Sistema S - como Sesi, Senai, Sesc e Senac. Para Paulo Ramos, que também propõe uma investigação no âmbito do Legislativo estadual, é necessário intervir em todas as entidades que se propõem a qualificar a mão de obra por meio da arrecadação de contribuições obrigatórias e convênios com o governo federal.

"O discurso de qualificação de pessoal no Brasil tem servido para que se roube o dinheiro que serviria para qualificar a juventude. O que queremos é investigar se todo o sistema S tem cumprido com o que se propõe. A arrecadação de 2,5% da folha de pagamento das empresas vêm sendo feita. Mas o que é feito com o dinheiro é uma icógnita muitas vezes. Temos que impedir que se beneficiem os empresários com recursos muitas vezes provenientes do Ministério do Trabalho", afirmou. "A historinha de que precisa-se qualificar o brasileiro virou desculpa para assaltarem o governo", acusou o deputado estadual.

Paulo Ramos afirma já ter escalado o senador petista Cristovam Buarque e o deputado federal Brizola Neto para darem o pontapé inicial num pedido de CPI no Congresso Nacional assim que tomou conhecimento das denúncias de repasse de mais de R$ 26 milhões do Sesc para projetos da iniciativa privada. O episódio culminou no afastamento do presidente do Sesc-Rio Orlando Diniz na última sexta-feira(13) e uma grande devassa vem sendo feita pelo Sesc nacional em documentos da gestão do empresário.

Para o senador Marcelo Crivella (PP-RJ), o sistema S é uma conquista dos brasileiros, já que, em tese, serviria para capacitar e dar assistência para trabalhadores do comércio e da indústria. No entanto, o Ministério Público deve tomar a iniciativa de apurar a fundo e pedir a instauração de uma investigação nos repasses financeiros das entidades.

"A historinha de que precisa-se qualificar o brasileiro virou desculpa para assaltarem o governo"

Conforme o Jornal do Brasil apurou, um ofício pedindo a abertura de um procedimento administrativo para investigar indícios de irregularidades do Sesc-RJ foi enviado ao Ministério Público Federal ainda em outubro do ano passado. No entanto, o procurador Gino Liccione alegou "declínio de competência" para cuidar do caso e repassou o pedido de abertura de investigação para o Ministério Público estadual, onde nada foi resolvido, e o documento foi reenviado para o MPF na última quarta-feira (18).

"Este caso do Sesc é apenas a ponta do iceberg. Vocês acham que na Firjan-RJ também não há um certo obscurantismo do que é feito com o dinheiro? Claro que sim. O presidente da Firjan no Rio seria um dos primeiros que eu convocaria para o caso de conseguirmos instaurar uma CPI no Rio. Espero que façam o mesmo em Brasília", detonou Ramos. "Temos que cobrar que estes dirigentes das entidades que recebem recursos desta arrecadação obrigatória cumpram com o objetivo destas organizações, que é qualificar os jovens. Se eles quisessem mesmo qualificar alguém não cobrariam caríssimo nos cursos que oferecem. Deveria ser gratuito, afinal, não falta dinheiro para isto", finalizou.

ATO DE HOMENAGEM - SE BRIZOLA FOSSE VIVO COMPLETARIA 90 ANOS

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Paulo Ramos diz que governo faz população de cobaia no transporte de massa

Apesar de apoiar qualquer iniciativa de expansão do Metrô, o vice-presidente da Alerj, Paulo Ramos (PDT), voltou a criticar o governo do Estado do Rio por fazer de cobaia a população que necessita de transporte de massa. No entanto, ele lamenta que o governador Sérgio Cabral tenha prorrogado a concessão por mais 20 anos antes que o contrato original tivesse completado nove anos. Tudo isso, segundo ele, em troca de “um rabicho que vai até a Central do Brasil”, abandonando o traçado original.

- As populações de São Gonçalo e de Niterói são muito sofridas em relação ao transporte de massa porque depende exclusivamente das barcas que estão completamente deficitárias. Por outro lado, é preciso levar o metrô para São Gonçalo e Niterói - disse, acrescentando que o governo precisa aumentar o número de linhas de barcas e levá-las para os municípios de São Gonçalo, Magé, Caxias.

- Tenho feito uma proposta de transformar, na questão da revitalização da Zona Portuária, o armazém enfrente a Rodoviária Novo Rio em estação das barcas vindas de São Gonçalo, Magé, Caxias e da Ilha do Governador e integrar com o Metrô pela Francisco Bicalho sem fazer nenhuma desapropriação pelo veículo vincular sobre trilhos para fazer a ligação - comentou, ressaltando que o governo prestigia mais os ônibus.

Paulo Ramos fez questão de frisar ao MONITOR MERCANTIL que o governo, agora, vai trocar os controladores das barcas, tendo em vista o fracasso da concessionárias. Isso, segundo ele, sem mencionar que o preço das passagens já sofreram aumento, além de contar com subsídio do governo.

- Agora querem transformar o Metrô em um modal que leva a população até a estação das barcas deficitárias de Niterói. O serviço das barcas é eficiente, com boa gestão, e a Baía de Guanabara é um milagre e poderia ser incrementado dentro dessa conjugação com o Metrô. Trazer para Niterói, para depois desembarcar na Praça 15, isso é um congestionamento muito grande. Interromper sem fazer nenhuma ligação direta com o Rio pode ser até um desperdício grande de recursos.

Quanto à linha 4 do Metrô, o deputado pedetista enfatizou que o governo também mudou o traçado. No entanto, segundo ele, “está levando o metrô para a Barra da Tijuca, o que é uma necessidade.

- Existia um traçado muito econômico. E eles (governo) mudaram porque, no fundo, onde entra o interesse das empreiteiras. Tem que conjugar isso que é muito difícil com o interesse da população. Seria mais fácil. Para atender os interesses das empreiteiras, tudo é possível.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Lupi perdeu as condições éticas e morais de presidir o PDT.

Militantes do Movimento de Resistência Leonel Brizola (MRLB) fazem na tarde desta segunda-feira um protesto contra a volta do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à presidência nacional do PDT.

A manifestação contra Lupi feita pelo MRLB foi organizada com antecedência. Em nota, a entidade argumenta que Lupi "perdeu as condições éticas e morais" de presidir o PDT. Ex-deputados da sigla e o deputado estadual Paulo Ramos participam do protesto.

- Se Lupi assumir como presidente, vai ser um desastre total. Jogará o PDT no chão. Tudo o que não foi respondido e explicado nas acusações será confundido com o partido - disse o ex-deputado federal Vivaldo Barbosa.

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